STJ decide que salário pode ser penhorado para pagar dívidas
Impacto econômico nas finanças pessoais deve ser avaliado
Impacto econômico nas finanças pessoais deve ser avaliado
A Corte Especial do
Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que, em casos excepcionais, é
possível a penhora de salários para pagamento de dívidas. O julgamento da
questão foi realizado na quarta-feira (19).
Pelo entendimento
firmado pelo tribunal, a penhora poderá ser determinada pela Justiça quando
outros meios para cobrar o devedor não tenham obtido resultado. Além disso, o
impacto econômico nas finanças pessoais também deverá ser avaliado.
O colegiado seguiu
voto do relator, ministro João Otávio de Noronha, para quem a impenhorabilidade
do salário deve seguir como regra, porém, cada caso de cobrança de dívidas
deve ser analisado individualmente para assegurar o pagamento e a dignidade do
devedor.
O caso julgado envolve um credor que tem uma dívida de R$ 110 mil e recebe salário de R$ 8,5 mil. Na primeira vez que a questão foi analisada pelo STJ, a Quarta Turma negou a penhora de 30% dos ganhos por entender que deveria ser seguida a lei que impede a penhora para saldar dívidas de até 50 salários mínimos.
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